Inimigos da saúde mais consumidos no mundo, o sal e o açúcar fazem parte da lista dos produtos evitados pelos adeptos da dieta saudável. Assim, algumas alternativas surgem no mercado para garantir o paladar daqueles que não conseguem viver sem esses temperos, em especial o doce, tão desejado por milhões de brasileiros. Saber usar adoçantes de maneira correta, conforme indica a Organização Mundial da Saúde (OMS), é a saída para manter alimentos doces na dieta sem atrapalhar o bom desempenho da saúde.
De acordo com especialistas, quando ingeridos adequadamente, os adoçantes não fazem mal. A nutricionista da RGNutri Consultoria Nutricional, Maria Gandini, explica que diversas pesquisas têm sido feitas para atestar que os adoçantes disponíveis atualmente - artificiais ou naturais - possam ser utilizados diariamente, desde que sejam respeitados os limites determinados pela ingestão diária aceitável (IDA), índice estabelecido pela OMS e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
''Vale ressaltar que o cálculo da IDA conta com uma grande margem de segurança. Seu cálculo para cada tipo de adoçante considera a dose máxima utilizada em estudos animais que não têm mostrado nenhum efeito negativo'', ressalta a nutricionista.
Atualmente, os adoçantes são classificados em naturais (frutose, stévia, sorbitol e manitol) e artificiais (aspartame, ciclamato, sacarina, acesulfame-k e sucralose). Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos Dietéticos (Abiad), todos são seguros para consumo humano.
Pesquisas apontam também que o consumo excessivo de açúcar refinado pode ser maléfico à saúde não somente pelo risco de obesidade, mas também por apresentar algum potencial de aumento de incidência das doenças cardiovasculares. A nutricionista lembra ainda que o açúcar refinado contribui para a alteração dos níveis de colesterol, favorece a resistência à insulina e, em decorrência disso, a ocorrência de diabetes tipo 2.
''Existem atualmente diversos tipos de adoçantes. A escolha por um ou outro é bastante individual, não havendo uma indicação específica para cada caso. É importante saber que, para alguns grupos, não é indicado determinado tipo de adoçante, como ocorre com o aspartame, já que um dos produtos de sua digestão é a fenilalanina, aminoácido que alguns pacientes têm dificuldade de metabolizar'', explica Maria Gandini.
''Já em relação às gestantes, outro grupo muito citado quando o assunto é adoçante, não há evidências, até o momento, de que algum tipo de adoçante possa causar qualquer malefício à saúde do feto'', completa a nutricionista.

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