Os pacientes com doença de Parkinson que pretendem se submeter a cirurgia de neuroestimulação devem ser acompanhados por neuropsicólogos e fisioterapeutas, antes e depois do procedimento.
O principal problema causado pela doença é de origem motora, mas outras características podem acompanhar o quadro como dificuldade de memória, atenção, função de planejamento e até demência e depressão. Assim, aqueles que serão submetidos à cirurgia de implante do eletrodo devem passar também por uma avaliação com um neuropsicólogo. "O paciente pode ou não evoluir para um quadro demencial. A dificuldade cognitiva não inviabiliza a cirurgia, mas a demência sim", salienta a neuropsicóloga Luisa Aldinucci. Como a incidência de depressão é alta no pós-cirúrgico, é importante que o paciente continue com as avaliações psicológicas.
A fisioterapeuta neurológica Mariana Araujo Ribeiro Queiroz explica que antes da cirurgia devem ser realizadas avaliações neurológicas funcionais com o paciente. Os resultados destes exames auxiliam a análise do paciente durante e após o procedimento. No decorrer da intervenção e após a implantação do eletrodo, a fisioterapeuta conta que faz testes com o paciente para identificar se o equipamento está estimulando a região adequada. A continuidade do tratamento auxilia na independência funcional e até previne quedas. (M.A.)

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