O médico oncologista Mário Liberatti explica que, nos últimos anos, o tratamento do câncer utiliza de protocolocos com a associação de múltiplas modalidades de tratamento como a cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Segundo ele, o tratamento odontológico faz parte do planejamento terapêutico, mas deve ser encaminhado por um oncologista.
''A abordagem preventiva do odontólogo irá diminuir a ocorrência dos efeitos colaterais indesejáveis na cavidade oral e nos dentes e o tratamento efetivo irá oferecer melhor qualidade de vida ao paciente, propiciando maior aderência ao tratamento e consequentemente maior taxa de cura do câncer em tratamento'', diz.
Por cerca de cinco meses o médico Celso Fernandes Júnior passou pelo tratamento de quimio e radioterapia para combater um câncer na garganta. As dores e a dificuldade em se alimentar, além dos demais efeitos colaterais dos quimioterápicos, só foram amenizados com a laserterapia.
''As reações colaterais provocadas pelos medicamentos são muito grandes, em especial quando se trata da mucosa. Durante o tratamento ocorre uma baixa resistência orgânica que facilita o surgimento da candidíase e outras lesões a nível oral, como a própra herpes que machuca muito'', comenta.
Para ele, a laserterapia teve fundamental importância para a sua recuperação. ''A laserterapia evita todos os dissabores, problemas que podem vir a nos debilitar por falta de uma boa alimentação. Em momento algum no meu tratamento precisei ser internado para receber soro ou algo parecido. É importante que as pessoas estejam sempre atentas à habilitação do profissional que vai utilizar a laserterapia, pois é um procedimento com baixa intensidade e o odontólogo deve ser credenciado para isso'', finaliza Fernandes Júnior. (F.B.)

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