Ação da bactéria é rápida
A toxina liberada pela E. coli pode chegar ao rim pela corrente sanguínea, ocasionando a síndrome Hemolítico-Urêmica. A doença pode levar a perda de parte do rim ou até mesmo a morte do paciente. Outro risco que ela apresenta é afetar a circulação sanguínea criando pequenos vasos.
O nefrologista londrinense Anuar Michel Matni revela que a bactéria leva de três a cinco dias para incubar no paciente apresentando um quadro de diarreia. A sindrome só aparece dias depois e, muitas vezes, quando o paciente procura auxílio profissional a doença já está em estágio avançado. ''Essa bactéria age rapidamente e quando o paciente chega até a gente é preciso a retirada de parte do rim, obrigando a submeter-se à diálise. Isso é gravíssimo porque altera o funcionamento do rim e também do sangue'', explica.
Segundo ele o paciente que desenvolve o problema apresenta anemia, insuficiência renal, sangramento e baixa nas plaquetas. Para tratar o problema antibióticos são utilizados apenas em último caso, uma vez que podem aumentar o risco da síndrome, além de terapias específicas, como por exemplo a plasmaferese, na qual o plasma com a presença da bactéria é filtrado, tratado e substituído por um não contaminado. (V.F.)




