Recente aprovação de projeto de lei no Senado aperta o cerco contra o cigarro em todo o País. Além do aumento do tributo e outras mudanças que alteram os hábitos de consumo, a proibição dos fumódromos vem excluindo o fumante que precisa, mais do que nunca, reavaliar a sua dependência da nicotina. Além de causar todos os males já conhecidos ao organismo, o tabagismo desencadeia problemas de relacionamentos conjugais, familiares e profissionais. Uma empresa da iniciativa privada de Londrina, que está há cerca de oito anos no mercado, ajuda fumantes a abandonar o vício com chances quase nulas de recaídas.
A sócio-proprietária do Viva Livre, Andréa Carraro de Oliveira Badin, afirma que os métodos utilizados na clínica são cientificamente comprovados e recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Segundo ela, o tratamento é baseado em terapia medicamentosa, comportamental e dura cerca de seis meses.
''É importante que a população reconheça que, assim como qualquer outra doença, o tabagismo também pode e deve ser tratado. Os tratamentos desenvolvidos atualmente são frutos de muito estudo nesta área e proporcionam ótimas condições para que a pessoa pare de fumar se sentindo muito bem e sem sofrimento'', diz.
O Ministério da Saúde tem expectativa de reduzir a frequência de fumantes entre a população adulta até o ano de 2022. De acordo com o órgão, o número de pessoas que fumam já vem diminuindo no Brasil. Nos últimos cinco anos, a queda mais consistente foi observada entre o público masculino, cujo percentual caiu de 20,2% para 17,9% entre 2006 e 2010. Na feminina, o índice apresentou-se estável no período, em 12,7%.
''Um tratamento eficaz é aquele que proporciona ao paciente todo o direcionamento durante o processo de parar de fumar, de forma que a pessoa não tenha que se preocupar com estratégias próprias para alcançar este objetivo'', aponta.
Andréa explica que antes de iniciar o tratamento, o paciente passa por avaliação individual para identificar a prescrição de medicamentos e também o grau da dependência da pessoa. Segundo Andrea, os números do tratamento englobam 87% de sucesso terapêutico, 9% de abandono, 8% de recaídas e 1% de insucesso.
Empresas
O texto do projeto de lei que proíbe fumódromos ressalta que, se aprovado, será proibido em todo o território nacional o uso de cigarro em ambientes fechados, privados ou públicos. Preocupados em acompanhar essa realidade, várias empresas têm procurado ajuda para seus funcionários fumantes com o objetivo de diminuir custos com assistências médicas, além de diversos outros fatores.
''Consideramos que mais importante do que transformar o ambiente empresarial em ambiente livre da fumaça do cigarro é oferecer condições para a transformação de pessoas em seres humanos livres do tabagismo. Um tratamento especializado aos colaboradores fumantes é mais do que uma simples atitude socialmente responsável por parte das empresas, demonstra seu compromisso para com a promoção humana dos funcionários'', finaliza.

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