Oito meses após o a realização do implante coclear, o dentista Roberto Sahyun, de 65 anos, tem muitos motivos para comemorar. As melhoras na audição são progressivas e cada conquista significa independência, liberdade e um passo a mais em direção a uma vida completamente normal. A surdez dele foi repentina, provocada por um medicamento utilizado após um transplante de rim rodeado de complicações.
Após constatar a perda da audição, Sahyun e a família buscaram ajuda. "Minha esposa e meus filhos foram muito importantes, eles me apoiaram completamente", explica. O dentista sabe que o primeiro ano de implante é de adaptação, mas considera positivos os avanços já alcançados. Nos últimos meses, ele tem voltado a participar de congressos e reuniões de amigos – atividades que foram deixadas de lado após a surdez.
"Nunca deixei de trabalhar. Para atender meus pacientes, preciso enxergar bem e ter boa habilidade com as mãos. A surdez não afetou nada disso. Mas era difícil participar das reuniões porque eu não ouvia e não entendia o que as pessoas falavam", revela ele, que também retomou o hábito de assistir TV.
Para o dentista, a maior surpresa trazida por esta experiência foi perceber quantas pessoas também usam aparelho auditivo. "Eu não reparava nisso antes, mas acabei descobrindo que vários colegas usam", afirma o dentista, que continua com as sessões de fonoaudiologia iniciadas antes do implante.
"Usar um aparelho desse hoje é muito normal. Não tem motivo para se sentir envergonhado. Se melhora a qualidade de vida, é preciso usar", ressalta. (M.A.)

mockup