A corrida pelo colostro
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segunda-feira, 19 de novembro de 2018
Micaela Orikasa <br> Reportagem Local 
Do outro lado da cidade, a mesma equipe do Banco de Leite Humano do HU de Londrina foi recebida por Josiane Ferreira da Costa Alves Pereira. Seu terceiro filho Yan nasceu no dia 21 de outubro e, como nas outras gestações, teve muita dificuldade no início da amamentação. "Lembro de chegar na casa da Josiane, logo depois dela ganhar o segundo bebê, e encontrá-la chorando de dor e insegurança. Ela estava com o peito muito machucado. A gente conversou bastante, dei toda a orientação possível e só saí de lá quando senti que ela realmente estava mais segura e aliviada", conta. "As mães precisam de ajuda, de conhecimento, e é muito difícil para elas irem até o hospital. Por isso que temos esse atendimento domiciliar. É acolhimento", explica.

Dessa vez, Pereira também precisou de ajuda para restaurar a mama e poder doar o leite excedente para o banco (cerca de 25% das mulheres que amamentam têm uma produção acima do que o bebê precisa). Considerando a média de nascimentos de sete mil bebês em Londrina a cada ano, são quase duas mil mulheres na cidade com este perfil.
"Estou com leite sobrando e sei que muitas mães não estão conseguindo amamentar. Os bebezinhos precisam desse leite", diz Pereira, que começou a extrair o leite excedente logo nos primeiros dias e, por isso, a equipe coletou o chamado colostro. "É precioso porque é mais rico em nutrientes e anticorpos. Fazemos uma verdadeira corrida quando sabemos que teremos colostro", afirma a profissional. A doação de Pereira (cerca de um litro), poderá beneficiar aproximadamente 40 prematuros. (M.O.)

