VIOLÊNCIA - Mais de 200 torcedores infratores
Episódios de violência não são exclusividade das torcidas paranaenses. Este ano, o Corinthians sofreu punições por três tumultos envolvendo seus torcedores. Mas é inegável que os dois maiores casos de violência em estádios da história recente do futebol nacional foram protagonizados por organizadas de clubes do Paraná.
A Polícia Civil paranaense criou em 2009, antes do tumulto no Couto Pereira, a Delegacia Móvel de Futebol e Eventos (Demafe), como parte do projeto Copa de 2014. A Demafe atua nos estádios curitibanos em jogos dos campeonatos Brasileiro e Paranaense. Para a delegacia, são encaminhados torcedores infratores flagrados no estádio e em um raio de cinco quilômetros a partir da arena. Em jogos de alto risco, também atuam juizados criminais. Mais de 200 torcedores infratores foram cadastrados desde a criação da Demafe. A equipe da delegacia está usando esse cadastro para ajudar a polícia catarinense a identificar os atleticanos que participaram da briga na Arena Joinville.
O delegado Clóvis Galvão, titular da Demafe, acredita que a recorrência de brigas de torcidas poderia ser evitada se as punições previstas fossem efetivamente aplicadas pela Justiça. "Ou prende ou nunca vamos acabar com a violência. Não adianta interditar estádio. O cara do Vasco se envolveu em briga em Brasília, Rio de Janeiro, Joinville. O mesmo cara! Aí é que está a falha. Só vamos resolver se o cara for preso e o Judiciário aplicar a pena", avalia. (F.G.)





