VIOLÊNCIA - LEC e Falange Azul negam privilégios
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domingo, 15 de dezembro de 2013
Fábio Galão<BR>Reportagem Local 
Felipe Prochet, recém-eleito presidente do Londrina, argumenta que o clube não tem relações próximas com a Falange. "O clube não dá nenhum incentivo para a Falange, até pelo futebol não estar com a gente (a gestão do departamento é feita pela empresa SM Sports)", afirma. "No Conselho Representativo, os membros da Falange não defendem a torcida, defendem os interesses do clube. Na reforma do estatuto do clube, ficou definido que a Falange poderia indicar representantes. Quanto ao plano de sócio-torcedor, quem administra é a SM Sports. Mas o relacionamento é levado na boa, não há diferença de tratamento."
O gestor de futebol do Londrina e presidente da SM Sports, Sérgio Malucelli, alega que o Tubarão tem uma "relação normal" com a Falange Azul. "Não temos nada contra eles. Nunca nos atrapalharam, pelo contrário, sempre ajudaram o Londrina. Houve aquela situação no jogo com o Coritiba (o Londrina perdeu um mando de campo devido à confusão após partida pelo Campeonato Paranaense, que incluiu arremesso de objetos no gramado por parte da torcida), mas entendemos que a culpa foi do árbitro (o LEC reclamou três pênaltis não marcados)", diz Malucelli.
A respeito da mensalidade menor para membros da Falange, o dirigente afirma que foi o Londrina quem propôs o valor. "Eles nunca nos pediram ingresso, nada. O valor (menor) da mensalidade foi uma premiação porque a Falange Azul, desde que entramos no Londrina, sempre nos apoiou, dentro e fora de casa. Mesmo nos momentos mais difíceis, nunca vaiou o time", justifica.
O presidente da Falange Azul, Marcelo Benini, alega que a organizada não tem privilégios na relação com o clube. "A sede que a torcida usa (no VGD) foi cedida em 2001. Era um espaço que não existia, só tinha terra, entulho. Nós investimos muito dinheiro ali. O LEC não gastou um centavo. Não nos beneficiamos do clube", diz Benini.
"Quanto à participação no Conselho Representativo, é algo que a torcida faz há anos, estar dentro da vida política do clube. O LEC como instituição não nos dá nada, e não queremos", explica.
"Já o plano de sócio-torcedor é um plano da gestora do clube. Eles nos perguntaram se tínhamos interesse em ter um plano com o nome da torcida. Achamos que seria apenas o nome, mas acabou sendo um plano à parte (com preço menor). Foi a SM que propôs. O entendimento foi que os membros da Falange já pagavam a mensalidade da torcida", explica Benini.
A Falange Azul é amiga da Fanáticos, mas o presidente da torcida londrinense não acredita que a briga de Joinville gerou repercussão para a organizada interiorana. "Somos completamente contrários à violência, mas não tem como prever (o que pode acontecer). E tem que punir o indivíduo, não a instituição. Não adianta proibir a Fanáticos de frequentar estádios. Tem que identificar quem brigou e punir exemplarmente", argumenta.


