O Sindicato dos Vigilantes, Empregados em Empresas de Segurança, Vigilância e Transporte de Valores de Londrina aponta a existência de uma legião de clandestinos exercendo a profissão irregularmente. Em todo o País, seriam 1,2 milhão de pessoas atuando clandestina e ilegalmente na segurança privada, com o agravante de estarem portando cerca de 100 mil armas irregulares. Em obrigações sociais, R$ 440 milhões deixam de ser arrecadados pela União todo mês.
O problema é tamanho que a Confederação Nacional dos Vigilantes foi recebida em audiência pelo ministro da Justiça José Gregori em 9 de setembro. Eles discutiram a questão e solicitaram providências ao governo federal.
De acordo com o presidente do sindicato, Gabriel José Trindade, existem mais vigilantes exercendo irregularmente a profissão do que profissionais regulares. ''Isso tem causado mais problemas do que soluções'', analisa. Segundo Trindade, o Paraná conta com cerca de 10 mil vigilantes legalizados. Por outro lado, ele revela que existem pelo menos 20 mil vigilantes clandestinos.
Além de estarem fora da lei, o presidente do sindicato afirma que essas pessoas são malpreparadas para a função. ''Para não pagar salários condinzentes, muitas empresas contratam homens sem treinamento'', destaca.
Trindade esclarece que para exercer a profissão de vigilante é necessário passar pelos cursos de formação, com duração de 15 dias. ''É um período muito pequeno'', admite o sindicalista. O futuro profissional de segurança recebe noções básicas de segurança, tem aulas de relações humanas, defesa pessoal e treinamento de tiro. O futuro vigilante precisa ainda se registrar no Ministério do Trabalho.
Os interessados não podem ter antecedentes criminais, devem ter cursado pelo menos o primário completo, ser maior de 21 anos e estar em dia com as obrigações eleitorais e militares. Além disso, para receberem a carteira de vigilante, os alunos precisam ser aprovados nas avaliações psicológicas. O piso da categoria é de R$ 540,35 para 44 horas semanais. (L.A.)

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