Verticalização aumenta rentabilidade
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quinta-feira, 03 de julho de 2003
Sílvio Oricolli<BR>Reportagem Local 
Cascavel Verticalização da linha de produção e agregação de valor à matéria-prima. Baseada nestes dois conceitos, a Cooperativa Agropecuária Cascavel (Coopavel), com sede em Cascavel e atuando em 19 municípios do oeste e sudoeste paranaense, passou a investir, a partir da década passada, em projetos de carne a chamada transformação da proteína vegetal em proteína animal , na profissionalização dos associados, no incremento da difusão de tecnologia e na qualificação de seu quadro de profissionais.
Com investimentos de US$ 43 milhões em recursos próprios, incluindo as inversões previstas para este ano, a cooperativa já contabiliza ganhos em seus produtos industrializados em comparação com os valores dos grãos. ''De modo geral, o aumento nos preços chega a quatro vezes sobre o valor da matéria-prima'', informa o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli.
O presidente lembra ainda que, para elevar a produção, estão em curso investimentos no matrizeiro (US$ 5 milhões), no incubatório (US$ 2 milhões), na fábrica de ração e no transporte de insumos e carnes (US$ 3 milhões). Segundo o executivo, como o setor de carne de frango é muito competitivo e de pequenas margens de ganho, além de buscar a agregação de valor ao produto, é preciso vertilizar o processo, para equilibrar os custos e ganhar dinheiro.
''A verdade é que a terceirização não é aquela maravilha que se apregoa por aí. Por isso, verticalizamos a produção total porque a margem de ganho está concentrada no complexo, ou seja, do matrizeiro, incubatório, logística (infra-estrutura de armazenagem e transporte), frigorífico até à fábrica de ração'', diz.
Grolli esclarece que, ao contrário do que muitos pensam, o frigorífico é o ponto vulnerável da cadeia porque tem de absorver os custos dos outros setores, enquanto o mercado é um ''rolo compressor'' que atua de acordo com a oferta e a procura e não em conformidade com o custo da produção.
De acordo com Grolli, o lucro vem da economia de escala em todo o complexo do matrizeiro à logística. Segundo ele, na cadeia é possível obter melhorias de renda e, assim, equilíbrio no ano. ''Por isso, a produção de carne de frango tem sido um bom negócio, considerando que gera oportunidade a 400 cooperados para produzir aves e agregar valor à propriedade'', diz.
Ele destaca ainda que a atividade é responsável por 600 empregos no campo e 1,2 mil no frigorífico, além de outras 400 ocupações diretas nas demais atividades. A cooperativa, que atualmente processa 140 mil frangos por dia, começou a abater entre 15 e 20 mil cabeças em 1995. Hoje a cooperativa está com a cadeia equilibrada, colocando 50% da produção no mercado externo, principalmente, Ásia e Europa, e o restante no mercado interno.
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