Venda para empresas é maior foco no setor
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sábado, 28 de janeiro de 2017
Fábio Galiotto<br>Reportagem Local 
A preferência do trabalhador por empregos que ofereçam plano de saúde e a maior facilidade para se fechar pacotes coletivos fazem com que o segmento atraia o esforço de vendas de operadoras, mesmo com a redução no volume de vínculos causada pelo aumento do desemprego em 2016. O superintendente executivo do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IEES), Luiz Augusto Carneiro, afirma que o nicho mais aquecido nos últimos anos foi o voltado a pequenas e médias empresas. "O principal benefício para um trabalhador, quando tem a chance de escolher entre dois empregos, é o plano de saúde."
A percepção do superintendente administrativo e financeiro da Unimed Londrina, Ricardo Pinelli, é semelhante. "Nosso foco é crescer no mercado de coletivos empresariais, porque é o que possui maior espaço para aumento das vendas", diz. Por isso, ele projeta para 2017 a recuperação dos 1,5% de contratos perdidos no ano passado somado a uma leve alta, para fechar em 195 mil benefícios. "Para as empresas, é um bom negócio, porque é a preferência do trabalhador, ajuda a reter talentos e reduz os casos de absenteísmo", cita.
No âmbito nacional, o executivo do IESS acredita que o resultado dependerá da concretização da previsão de recuperação do mercado de trabalho no segundo semestre. "Achamos que os números devem ficar estáveis, com tendência de alta."
ODONTOLÓGICOS
Menos conhecidos, os planos odontológicos continuaram em alta em 2016. O aumento nacional no número de contratos foi de 3,8%, conforme o IESS. "São planos mais acessíveis, então continua crescendo", conta Carneiro.
No Paraná, no entanto, houve queda de 0,6% no ano. "Parece que o mercado foi impactado mais pelo mercado de trabalho no Estado, por ter taxa de cobertura alta, maior do que a soma do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina", completa. O Paraná tem 1,071 milhão de planos do tipo, ante pouco mais de 1 milhão dos outros dois Estados. (F.G.)


