Morador numa das casas que acredita ter sido feita para um tenente, Aparecido Ferreira, 81 anos, lembra que veio para a colônia depois de um boato que estavam doando terras. ''Veio gente de todos os lados do Paraná. Trabalhava como pedreiro, mas meu sonho era poder voltar para a terra'', resume. Sonho que transformou em realidade, conseguindo multiplicar os ganhos com as plantações. ''Já criei cabeça de gado, plantei milho, algodão. Agora quero encher de soja'', conta. ''Daqui eu não saio. Já são 27 anos de história.''
Um dos últimos a ocupar a área, Antonio Alves dos Passos tem 58 anos e há dez está no local. Morava numa pequena casa construída, mas nos últimos anos ele e a mulher Odete passaram a ocupar um dos barracões. ''Dizem que estou irregular, mas acho que tenho direito como os outros'', defende, já que recebeu quatro alqueires; seis a menos que o restante. Mesmo com a condenação dos galpões por conta do agrotóxico, ele diz não ter medo de ocupá-los. ''Já tiraram o veneno; acho que não tem mais risco.'' (M.T.)

mockup