Vegetação rural tem mais problema
A pesquisa realizada junto à população e o levantamento dos temas feito pela própria organização do fórum apontam alguns caminhos que devem ser seguidos nos debates. No tema vegetação, além da arborização urbana, outro ponto é a falta de preservação na zona rural. O município de Maringá tem menos de 1% de cobertura vegetal no campo, um índice que contrasta com os mais de 100 alqueires de mata nativa dentro da cidade. Mostra disso é a presença de pombos do campo nas praças centrais, diz o secretário Marino Gonçalves.
Sem inimigos naturais e alimentação na zona rural, os pombos se abrigam na cidade, colocando em risco a saúde da população. Outra questão levantada é o excesso de poços artesianos na zona central e a falta de áreas de absorção de água das chuvas. Os moradores de casas tem eliminado as áreas sem cobertura, enquanto os prédios abusam na exploração do lençol freático para abastecimento.
O problema é detectado na redução no nível de água das quase 30 nascentes que existem dentro da zona urbana de Maringá. Na coleta de lixo, o município já tem alguns projetos prioritários. Vamos incentivar a coleta seletiva, diz Gonçalves. Ele quer mudar a usina de reciclagem próximo ao lixão e reduzir o volume coletado, que hoje é de 270 toneladas por dia.
A preocupação com o meio ambiente pode também render dividendos ao município. O secretário lembra que o Parque do Ingá é o primeiro parque municipal do Estado, recebe em torno de 1 milhão de visitantes por ano, mas não tem um trabalho de marketing. Podemos criar artigos como chaveiros e camisetas para vender aos visitantes, diz. O fórum será também a oportunidade para a iniciativa privada aderir a projetos de preservação. O que é um ponto positivo para a imagem da empresa, entende o secretário. (M.Z.)





