A desempregada Beatriz Cubas, de Curitiba, está ansiosa para saber se o cadastro de sua família foi aprovado pela Caixa Econômica Federal. Ela e o marido estão desempregados e a renda mensal da família não ultrapassa R$ 200,00. O casal tem uma filha de nove anos que foi inscrita no Bolsa-Escola pela Escola Colônia Augusta, onde estuda.
‘‘Quinze reais não é muito. Mas será um dinheiro garantido todo o mês. A Bianca está precisando de tênis. Se formos aprovados será a primeira coisa que comprarei’’, diz Beatriz. O salário da família varia mensalmente e é de no máximo R$ 67,00 per capita. Tanto ela quanto o marido fazem ‘‘bicos’’ para sobreviver. ‘‘Faço unhas e meu marido capina quintais.’’/
A dona de casa Célia Marloch também já faz planos para o dinheiro do Bolsa-Escola. ‘‘Com os R$ 45,00 que poderei receber pelos três filhos em idade escolar comprarei materiais escolares, roupas e calçados para eles. Nunca sobra dinheiro para comprarmos estas coisas.’’ O marido dela é manobrista e ganha R$ 400,00 por mês, o que equivale a R$ 80,00 mensais per capita. Elas ainda não sabem se os seus cadastros foram aprovados, porque dos 28 mil cadastros de Curitiba enviados ao MEC, 10 mil não foram homologados por ultrapassarem o número máximo de Bolsas-Escola disponíveis para a Capital. (E.W.)

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