Valor defasado de bolsas de estudo contribui para baixa procura por pós em Engenharia
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sábado, 03 de março de 2012
Redação Folhaweb 
O professor Estevam Barbosa de Las Casas, coordenador das Engenharias I da Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior), concorda que, considerando que esta deve ser uma década que exigirá muitos investimentos em infraestrutura e tecnologia no Brasil, é problemático que os mestrados e doutorados na área não estejam acompanhando o ritmo da graduação.
''Uma das razões é que o valor das bolsas de estudo para pós-graduação está defasado, e o apelo do mercado atrai para si muitos dos melhores candidatos em perspectiva à pós-graduação'', explica Las Casas. O coordenador pondera que o número de engenheiros, apesar do crescimento da quantidade de estudantes tanto na graduação quanto no mestrado e doutorado, continua ''insuficiente em um momento em que o País vem crescendo e se modernizando''.
''Isto se nota em todas as áreas, e de forma pronunciada naquelas afeitas à infraestrutura, caso das Engenharias Civil e de Meio Ambiente, Engenharia de Petróleo, Geologia e Computação. Contribui para isto uma imagem dos cursos como 'difíceis' , e uma precária formação dos estudantes de segundo grau em matemática e física'', aponta.
Leia mais na matéria da repórter Fábio Galão
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