Em julho, quem for agendar consulta em Londrina para fazer exame de acuidade visual, procedimento que serve para indicar se o paciente deve sofrer ou não a cirurgia de catarata, pode ter uma agradável surpresa.
Tudo indica que até o próximo mês a fila estará tão reduzida que o paciente poderá ser operado 10 dias depois de ter atendimento ambulatorial no posto de saúde mais próximo.
A explicação é um aumento contínuo no número de vagas para consultas ofertadas pela gestão plena de saúde. Em julho, serão 3,8 mil consultas disponíveis, contra 2,4 mil de junho. ‘‘Isto só é possivel pela adesão maçica dos médicos aos mutirões’’, acredita Hamilton Moreira, presidente da Associação Paranaense de Oftalmologia (APO), entidade que congrega 400 especialistas.
Segundo Moreira, a redução da fila ocorre de forma uniforme em todo o Estado. Ele lembra que em Curitiba (gestão plena) não há mais espera para se fazer a cirurgia. Após o atendimento ambulatorial, em no máximo uma semana o paciente pode fazer o procedimento. No entanto, o presidente da APO pondera que em alguns municípios a espera pode chegar a três meses, caso de São José dos Pinhais (Região Metropolitana), onde a administração da saúde é semiplena, o que acarretou uma demanda reprimida que o repasse direto está reduzindo aos poucos.
O próximo passo para o avanço no atendimento público ao paciente de catarata é a implantação da técnica de facoemulsificação na cirurgia corretiva, que exige equipamentos mais sofisticados, mas que reduz o tempo de cirurgia para 10 a 15 minutos (na técnica convencional é o dobro) e aumenta a margem de segurança do procedimento, além de diminuir o desconforto e agilizar o período pós-operatório.
Hoje no Paraná apenas hospitais de Curitiba fazem, com recursos do SUS, a cirurgia com a nova técnica. O Hospital Universitário de Londrina também está interessado em implantar novos equipamentos e credenciar o procedimento. (LFM)

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