O Cartão Nacional de Saúde vai substituir um similar criado pela Prefeitura de Curitiba há dois anos. O projeto já foi expandido para 86 das 105 unidades de saúde da cidade. Cerca de 900 mil pessoas (56,25% da população) receberam o cartão. A coordenadora do Cartão Nacional de Saúde, Rosani Cunha, diz que a troca ainda depende de acerto com a prefeitura para definir como e quando o processo será feito.
‘‘A gente está conversando com o Ministério da Saúde e tudo indica que vai dar para se comunicar nos dois sistemas sem problema’’, diz Ana Luíza Gondin, coordenadora do Cartão Saúde de Curitiba. ‘‘Vamos fazer uma integração do projeto nacional com o municipal’’, emenda Rosani Cunha. Ela também garante que não haverá confusões quando as redes forem conectadas.
Tanto o sistema do cartão municipal, quanto o do nacional terão vantagens na integração. O Cartão Saúde de Curitiba é mais abrangente. Ele acessa todas as informações contidas nos prontuários dos pacientes. O Cartão Nacional foi projetado para conter o resumo dos principais atos médicos.
Rosani Cunha entende que o sistema curitibano vai ser aperfeiçoado quando ocorrer a integração. ‘‘O cadastro vai ter um crescimento de informações. Ele vai passar a incluir os atendimentos nos hospitais particulares que têm convênio com o SUS.’’ Ana Luíza observa que o uso do cartão impede que o paciente passe por um mesma consulta em hospitais diferentes. ‘‘Isso vai ajudar no trabalho do médico. Ele vai acionar o computador e ter acesso a todo o histórico do paciente, se ele não informar direito qual é o seu problema.’’

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