Unidade do Extremo-Oeste suspende recolhimento
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sábado, 18 de agosto de 2001
Alexandre Palmar<BR>Enviado a Santa Terezinha de Itaipu 
O recolhimento de embalagens de agrotóxicos em dez cidades do Extremo-Oeste está comprometido devido a falta de uma destinação final para o material. A Unidade Redutora de Volume de Embalagens de Tóxicos, em Santa Terezinha de Itaipu (25 km a nordeste de Foz do Iguaçu) não recolheu resíduos neste ano por causa de mudanças internas da empresa paulista Dinoplast, responsável pela reciclagem e destruição dos detritos.
A Dinoplast passou a receber, no final de 2000, apenas um tipo de plástico, o poliestileno de alta de densidade (PAD). Os restos de outros produtos deixaram de ser aceitos, atrapalhando a elaboração do calendário 2001 de coleta do lixo tóxico na região.
Desde janeiro, os agricultores de dez municípios estão armazenando os recipientes em depósitos improvisados em suas propriedades e em galpões temporários criados pelas prefeituras. Embora não exista dado oficial sobre o acúmulo de lixo tóxico, o problema tende a piorar no decorrer dos meses. No ano passado, por exemplo, os revendedores comercializaram 636.946 unidades de produtos tóxicos. Porém, somente entre 10% a 15% foi reciclado em Santa Terezinha de Itaipu.
De acordo com o responsável pela unidade, Fábio André Santos da Silva, o serviço deve ser retomado em setembro, mas depende da Superintendência de Recursos Hídricos (Suderhsa), que escolherá um novo destino para as embalagens. Enquanto isso, os fardos com os resíduos se acumulam na unidade, segundo a Folha constatou durante a semana.


