A União Européia realizará uma observação das eleições de hoje na Nicarágua ''completamente imparcial'', assegurou o chefe da missão, Jannis Sakellariou. A missão da UE, integrada por 140 observadores, ''não tem preferência por nenhum candidato'', e por isso ''nós nos abstivemos de fazer declarações que pudessem ser interpretadas a favor ou contra algum candidato'', acrescentou o alemão Sakellariou. Sakellariou se dirigiu aos observadores da UE com os quais se reuniu em um hotel de Manágua para instruí-los sobre o alcance da missão, que foi iniciada em 21 de setembro para cobrir todo o período do processo. Disse que a UE espera que as eleições se realizem em condições de transparência, liberdade e segurança, e conforme a legislação em vigor na Nicarágua. ''Confiamos que o futuro governo deverá ser o resultado da vontade popular expressada livremente nas urnas'', acrescentou o chefe da missão.
No mesmo ato, o embaixador da Espanha na Nicarágua, Ignacio Matellanes, disse que a missão de observação foi solicitada pelo governo nicaraguense em abril.
O diplomata lembrou que a UE tem um longo compromisso com a América Latina e com a Nicarágua, onde está presente há muito tempo no campo da cooperação, o que é patente agora, ''nesse momento da vida democrática'' do país.
Os observadores europeus, que terão sua equipe central em Manágua, também disporão de sedes em Granada, Matagalpa, Ocotal, Leão, Bluefields e Puerto Cabezas.
No pleito de hoje, disputarão a presidência da Nicarágua, por um período de cinco anos, o candidato governista, o liberal Enrique BolaÀos, e dois opositores, o sandinista Daniel Ortega e o conservador Alberto Saborío.
Os nicaraguenses também elegerão um vice-presidente, 70 deputados estaduais, 20 nacionais e 20 legisladores para o Parlamento Centro-americano (Parlacen).
Essas eleições gerais, além disso, serão fiscalizadas pela Organização dos Estados Americanos (OEA), pelo Centro Carter dos Estados Unidos e pelo organismo nicaraguense de observação Ética e Transparência, entre outros.

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