Dos sete municípios paranaenses que tiveram situação de emergência reconhecida devido a danos causados por quedas de granizo em 2011, os maiores transtornos foram em Reserva (Campos Gerais), atingida por tempestade em de agosto. Segundo a Defesa Civil Estadual, cerca de 12 mil pessoas foram afetadas, o que representa quase metade da população, e danificou 3,8 mil casas.
Dulcídio Artur Carneiro Becker, secretário de Agricultura e coordenador da Defesa Civil municipal de Reserva, diz que os danos se concentraram na área urbana e que os transtornos não foram maiores porque a tempestade de granizo foi muito rápida. ''Foi coisa de um, dois minutos'', recorda.
Becker diz que, como o atendimento foi imediato, a população afetada não precisou deixar suas casas. ''A tempestade foi às 19 horas. Por volta das 21 horas, a prefeitura já estava entregando lonas. Depois, entre a meia-noite e as duas horas da madrugada, recebemos apoio dos bombeiros de Ponta Grossa. Na manhã seguinte, o atendimento foi retomado'', relata.
''Nunca havia acontecido algo parecido em Reserva, mas felizmente já tínhamos uma estrutura de Defesa Civil e havia um pessoal da área articulado'', diz o secretário. Ele afirma que o reconhecimento do decreto municipal de situação de emergência resultou no recebimento de 12 mil folhas de telha e na liberação de recursos do FGTS para a população atingida.
Sistema de informações
O capitão Romero Nunes da Silva Filho, chefe do setor operacional da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil do Paraná, explica que o sistema on-line para coletar informações de ocorrências foi bastante aprimorado desde 1999, mas ganhou impulso a partir de 2004. ''Há um grande trabalho para operacionalizar coordenadorias locais. Hoje as estatísticas são mais fieis à realidade porque temos conseguido atingir todos os municípios'', observa.
''Com a melhora na captação das informações, o atendimento é agilizado e há menos burocracia. Um dia após uma ocorrência, já estão chegando lonas e telhas'', descreve Silva.
Nos últimos anos, a Defesa Civil está desenvolvendo um mapeamento de risco de desastres naturais no Paraná. ''O que estamos propondo é um mapeamento de recorrência de fenômenos. Áreas com mais ocorrências vão receber atenção especial. No caso de granizos, engenheiros estão analisando o que pode ser melhorado para prevenir estragos: coberturas de imóveis com material mais adequado, inclinação de telhas. É algo que ainda está em estudos'', diz o chefe operacional. (F.G.)

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