De cada 1.270 mulheres jovens, uma vai ter um filho com Síndrome de Down. Há oito meses, Jessica Fernanda da Silva, de 19 anos, moradora de Cambé (Norte) faz parte desta estatística. Seu primeiro filho, Pablo Diego da Silva, nasceu com a chamada trissomia do cromossomo 21. Desde que o viu pela primeira vez, a jovem desconfiou do que se tratava, mas a confirmação só veio no dia 28 de março, quando foi chamada ao Laboratório de Citogenética Humana da Universidade Estadual de Londrina (UEL). O laudo era claro: ''A análise citogenética de células metafísicas do sangue periférico revelou cariótipo 47, xy, +21, atestando Síndrome de Down'', dizia.
Como Jessica tem um sobrinho que frequenta a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), já vinha levando Pablo para as sessões de fisioterapia desde que ele tinha dois meses de vida. Mas foi no projeto desenvolvido com a participação do Departamento de Psicologia Geral e Análise do Comportamento da UEL que recebeu o apoio e os esclarecimentos que a tranquilizaram. ''Lá me falaram muita coisa que eu não sabia, como por exemplo os cuidados que tenho que ter com ele e a maior paciência. Saí de lá mais aliviada'', define a jovem.
Ela confessa que o primeiro mês de vida do filho foi o mais difícil. ''Me perguntava por que aquilo estava acontecendo comigo.'' Hoje Jessica comemora os avanços feitos pelo pequeno Pablo, enquanto brinca com o menino em seu colo. ''Ele já está muito mais esperto.'' (S.L.)

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