Uma demanda que só cresce
Um dos indícios de que as necessidades médicas da população não estão sendo atendidas a contento na rede pública é o crescimento dos hospitais que atendem somente pacientes da rede particular e de planos de saúde. O Hospital do Coração de Londrina, por exemplo, começou a operar em 2003 com 22 leitos e a pretensão de ser um centro de atendimento na área de cardiologia. Em 10 anos, o estabelecimento passou a contar com 160 leitos (um crescimento de 627%) e a atender praticamente todas as especialidades médicas. A direção já trabalha com a perspectiva de chegar a 300 leitos nos próximos anos.
Só no Pronto-Socorro, de 2011 para 2012 o número de atendimentos subiu de 27,9 mil para 37,2 mil, e a estimativa é que até o final de 2013 sejam atendidos pelo menos 44 mil pacientes. A demanda por consultas é tão grande que a direção do hospital decidiu alugar um imóvel vizinho para instalar um ambulatório, que foi inaugurado no início do mês de março. A intenção, com isso, foi liberar o Pronto-Socorro para atendimento dos casos de urgência e emergência que chegam pelas ambulâncias e diminuir o tempo de espera por consultas, explica a diretora geral do hospital, Cristina Sahão. Segundo ela, a média de atendimento no ambulatório tem sido de 500 consultas por semana.
A administradora credita a três principais fatores o grande aumento na demanda por serviços de saúde em Londrina: o fato de a cidade ter se tornado um centro de excelência em medicina; as mudanças na economia do País, que permitiram que mais empresas oferecessem planos de assistência médica aos colaboradores; e a vinda de muitos profissionais inclusive na área de educação médica , que se mudam para a cidade com seus familiares. Além disso, a instalação, o crescimento e a consolidação de um hospital é um processo lento se comparado ao rápido crescimento da população, argumenta. (S.L.)





