Um perito para cada 56 mil habitantes
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sábado, 27 de julho de 2013
Redação FolhaWeb 
A atuação da Polícia Científica do Paraná foi determinante para mudar os rumos da investigação sobre a morte da adolescente Tayná Adriane da Silva, de 14 anos, cujo corpo foi encontrado no dia 28 de junho dentro de um poço de água em um terreno baldio em Colombo, na região Metropolitana de Curitiba (RMC). A perita criminal Jussara Joeckel contestou a versão da polícia de que Tayná, antes de morrer, teria sofrido abuso sexual praticado por quatro suspeitos que chegaram a confessar o crime. Um exame de DNA confirmou que o sêmen encontrado na menina não era dos quatro homens inicialmente acusados. O episódio levantou suspeita de que eles teriam sofrido tortura para confessar. Após a prisão de vários policiais civis acusados de prática da violência, Marcus Vinícius Michelotto perdeu o cargo de delegado-geral da Polícia Civil do Paraná.
O exercício da profissão, entretanto, enfrenta no Paraná dificuldades que envolvem falta de profissionais para dar conta da demanda, equipamentos obsoletos e até mesmo estrutura física deficitária.
De acordo com o perito criminal Leandro Cerqueira Lima, presidente do Sindicato dos Peritos Oficiais e Auxiliares do Paraná (Sinpoapar), a Polícia Científica do Paraná engloba, além dos 17 Institutos Médicos-Legais (IML), dez Institutos de Criminalística (IC) que são responsáveis pelas perícias em todo o Estado.
Para Lima, esta estrutura é insuficiente. "Existem cidades atendidas que ficam a mais de 350 quilômetros da sede", denuncia. Segundo ele, o Estado tem 185 peritos na ativa, o que representa um perito para cada 56 mil habitantes,. "O recomendado pela ONU é de um para cada 5 mil, o que demandaria 2.088 peritos", esclarece.
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