DivulgaçãoCriatividadeTom sobre tom na técnica do stêncil: impressão de bordadoA arte de ornamentar paredes remonta a Pré-História. Utilizando pigmentos encontrados na natureza os homens primitivos começaram a contar a história da decoração de interiores nas paredes das cavernas. Milhões de anos mais tarde, por volta de 1820, chegou-se a primeira formulação de tinta. Desde então a sociedade passou a embelezar casas, prédios, boulevares e até móveis com cores e texturas. Dos afrescos de Michelângelo na Capela Sistina, no Vaticano, às modernas técnicas de pátina, decapês e satinês, o uso das cores é obrigatório quando a intenção é revestir e valorizar os ambientes.
A pintura distribui a luz no espaço e proporciona a sensação de limpeza e higiene. Na opinião do arquiteto e artista plástico Márcio Sborgi, da Bauhaus Studio de Arte, de Londrina, especialista em pinturas e acabamentos texturizados, a cor é o fato isolado mais importante de um projeto de decoração.‘‘A pintura é composta de fundos, massas e, por fim, da pintura de acabamento e da pintura decorativa’’. No caso das paredes, o preparo da superfície determina o resultado final.
A dica de Sborgi para a preparação de superfície é remover as manchas de gorduras com uma solução de detergente e água. No caso de mofo a água deve conter água sanitária na proporção de um para um. A parede deve secar por 24 horas. Furos e pequenas rachaduras podem ser corrigidos com reboco e massa corrida. Depois disso, a superfície está pronta para receber a lixa, que pode variar do número 100 ao 180. ‘‘Se não for lavada e lixada, a nova camada de acrílica ou PVA não ficará fixada. Com certeza vai decascar como uma cobra mudando de pele’’, adverte.
Depois de preparados, parede e teto podem receber o acabamento. Na opinião de Sborgi, é importante encaixar cores e texturas com objetos e mobiliário, personalidade do usuário e, principalmente, à função a qual o espaço irá se prestar. ‘‘A sala de estar é um ambiente social.
Cada ambiente da casa pode variar de cor seguindo a diferença entre localização, finalidade e ocupante. O quarto masculino, do usuário ativo e esportista pintado em cores vibrantes é um convite ao estresse. ‘‘O ambiente deve refletir o inverso do cotidiano de seu ocupante’’, diz Sborgi. As áreas de circulação devem ser campos neutros, monocromáticos para receber o toque pessoal de fotos, quadros e plantas. Já na cozinha, é permitido criar com cores claras e alegres que sugiram limpeza e descontração. E o que dizer da sisuda sala de jantar? É preciso lembrar que cores vibrantes imitam os alimentos o que pode tornar o ambiente cansativo. O ideal é jogar a monocromia e deixar a ousadia para os detalhes.
Há também a possibilidade da utilização das chamadas cores opostas que, de acordo com Sborgi proporcionam sempre idéia de movimento ao ambiente, principalmente em lugares pequenos.

mockup