Turmas continuam com salas improvisadas
De acordo com a assessoria da CMTU, o professor Ederval Fernandes Guerreiro, responsável pelo cursinho, pode encaminhar documentação dos alunos para que seja comprovado que eles realmente estudam e consigam a carteira estudantil. O passe livre, segundo a CMTU, é mais complicado de ser obtido. Existe uma lei municipal que determina os casos de isenção de tarifa. Segundo a assessoria, eles não se enquadram na lei. A Transportes Coletivos Grande Londrina (TCGL) repassa todo mês 110 mil passes livres à CMTU, que os entrega à Secretaria de Ação Social.
Não está descartada, segundo a secretária de Ação Social Maria Luiza Rizotti, enquadrar alguns estudantes na lei de passe livre. Os alunos cujas famílias sobrevivem com meio salário mínimo per capita e moram distante do local de estudo podem obter os passes, informa Maria Luiza. Ela andianta que vai ser feito um levantamento da situação do cursinho para verificar as possibilidades reais de isenção de tarifa. Todas as dificuldades enfrentadas por essas pessoas são mais uma prova do mecanismo de exclusão social.
Se o passe livre e a carteira estudantil não estão de todo descartados, o mesmo não se pode dizer de uma sala da Supercreche, requisitada pelos alunos. A posição da secretária municipal de Educação Magda Tuma é inflexível. Usamos a sala para outras finalidades, como reuniões e atividades festivas e não é possível ceder, afirma. Magda Tuma quer que os alunos entendam que não é questão de má vontade. Segundo ela, o trabalho dos professores e a dedicação dos alunos é louvável. Compareci à abertura das aulas este ano, conta a secretária.
O prefeito Nedson Micheleti (PT) não foi encontrado pelaFolha, mas, de acordo com a assessoria de imprensa, ele não tem conhecimento da situação dos alunos do cursinho. O assessor garante que vai informar o prefeito sobre a possibilidade de viablizar um espaço apropriado para os estudantes. (M.B.)





