TURISMO - As Cataratas por outro ângulo
PUBLICAÇÃO
domingo, 22 de dezembro de 2013
Érika Gonçalves<br> Reportagem Local 
Se você conhece Foz do Iguaçu e acha que já apreciou toda a beleza das Cataratas, saiba que ainda não viu tudo. E se não conhece e pretende fazer o passeio, é bom acrescentar alguns dias ao seu roteiro para visitar também Puerto Iguazú, na Argentina. Segundo estimativas do Iguazú Turismo Ente Municipal (Iturem), de Puerto Iguazú, apesar de não haver números oficiais, ainda são poucos os brasileiros que atravessam a fronteira para apreciar a beleza das Cataratas no país vizinho.
A intenção, segundo o presidente da entidade, Claudio Álvarez, é trabalhar junto a Foz do Iguaçu para aumentar o turismo na região, oferecendo bons preços e bons serviços, para que a região se desenvolva cada vez mais. "Aqui temos diversas alternativas turísticas, se pode fazer compras, descansar, apreciar as belezas naturais", explica.
Puerto Iguazú ou Porto Iguaçu, na Província de Misiones, na Argentina, é uma cidade de aproximadamente 70 mil habitantes. Juntamente com Foz do Iguaçu e Cidade de Leste forma a Tríplice Fronteira. Lá está parte de uma das Sete Maravilhas da Natureza, as Cataratas do Iguaçu. O conjunto de quedas pode ser visto tanto pelo lado brasileiro quanto pelo argentino, mas é no país vizinho que uma passarela permite avistar a Garganta do Diabo bem de perto.
A cidade também oferece passeios de aventura e ecológicos, como visitas a aldeias indígenas, parques temáticos sobre a fauna e flora da região, passeio de barco pelo Rio Iguaçu com direito a banho de cachoeira e até uma visita noturna à Garganta do Diabo.
Para quem quer aproveitar a noite, mas com menos adrenalina, Puerto Iguazú oferece diversos restaurantes, que servem entre outros pratos o famoso churrasco argentino, cassinos e até um bar de gelo, com drinks servidos em copos feitos do mesmo material. Para compras, o Duty Free é um shopping livre de impostos, mas os visitantes também podem apreciar os queijos e embutidos, além de vinhos, alfajores e o famoso doce de leite.
Banho
A Garganta do Diabo é um conjunto de quedas com 80 metros de altura, em forma de ferradura. É dividida pela linha de fronteira entre o Brasil e a Argentina, sendo que a maioria das quedas fica em território argentino. Para entrar no Parque Nacional Iguazú é necessário pagar uma taxa de 115 pesos. Crianças menores de 6 anos não pagam e entre 6 e 12 anos pagam meia. Idosos não têm desconto.
O passeio começa na estação de trem, que percorre um trecho de mata até a Estação Garganta do Diabo. A partir de lá, percorre-se um trecho de mil metros em uma passarela sobre o Rio Iguazu, até o famoso conjunto de quedas. Conforme a direção do vento, ainda distante é possível se molhar com a névoa formada pela força da queda das águas. É impossível descrever a sensação ao ver tão de perto a Garganta do Diabo. Pássaros voam de um lado para outro sob a névoa de água, enquanto as gotículas molham os visitantes. O conjunto formado pelo branco das águas, o azul do céu e o verde da mata faz qualquer um esquecer das atribulações diárias.
Quem quiser uma experiência mais intensa pode fazer a "Gran Aventura", que mescla um passeio de carro pela mata e outro de barco pelo Rio Iguazú, com direito a banho de cachoeira. Os grupos saem a cada meia hora, de dois pontos diferentes dentro do parque. É possível começar pelo passeio de carro e finalizar com o barco ou vice-versa.
A reportagem da FOLHA fez o percurso que começa com o passeio entre as árvores. O guia explica sobre a vegetação e faz paradas para observações de plantas e animais. Com sorte é possível avistar tucanos, macacos ou quatis. Depois é hora de uma pequena caminhada por uma trilha até o rio. Cada passageiro recebe um colete salva-vidas e um saco especial para guardar máquinas fotográficas e roupas. Se você não quiser fazer o resto do percurso molhado, é interessante levar outra roupa para trocar em um dos banheiros no caminho.
Durante o trajeto são feitas paradas para fotos em algumas das cachoeiras. Quando o guia avisa que é hora de guardar os equipamentos começa a parte mais emocionante do passeio. O capitão conduz a embarcação bem próximo às quedas d´água, o que é um alívio para o forte calor. A adrenalina produz diferentes emoções. Na subida de volta até o transporte ainda é possível avistar outras cachoeiras e fazer muitas paradas para fotos.
O Parque conta com diversas lanchonetes e também um restaurante, mas muitos visitantes levam seu próprio lanche e fazem piquenique nos bancos espalhados pelas áreas de alimentação. Só é preciso bastante atenção porque os quatis costumam roubar a comida dos desatentos, mas se deixam fotografar tranquilamente.
* A equipe viajou a convite do Iguazú Turismo Ente Municipal (Iturem)


