Da água para o vinho. Essa é a sensação de quem deixa o centro de Castro para visitar a colônia de Castrolanda. Com cerca de 3 mil habitantes, a região nada mais é do que um pedaço da Holanda no Brasil. Iniciada em 1951, quando os primeiros imigrantes holandeses chegaram à região, Castrolanda conta com casas e propriedades rurais no estilo europeu e até um Moinho, considerado um dos maiores do mundo.

O desenvolvimento da colônia ocorreu juntamente com o da cooperativa Castrolanda, que teve início com 50 sócios, todos imigrantes, e hoje conta com mais de 750 cooperados. A cooperativa começou as atividades com a produção de leite e atualmente trabalha também com ração, batatas, café e alguns outros produtos. Com pouco mais de 60 anos de história, a cooperativa tem faturamento anual de R$ 1,5 bilhão e unidades em outras cinco cidades, inclusive no Estado de São Paulo.

O principal ponto turístico da região é o Moinho, onde funciona também um Memorial da Imigração Holandesa. A construção foi feita em 2001, em comemoração ao cinquentenário da Colônia Castrolanda. O experiente arquiteto holandês Jan Heijdra veio ao Brasil para coordenar a construção, que hoje funciona de maneira artesanal, mas que tem potencial para produzir 3 mil quilos de farinha de trigo por dia. A construção teve como molde os moinhos da região norte da Holanda, de onde veio a maioria dos imigrantes, mas o Moinho acabou superando o modelo. Ele tem 37 metros de altura e suas pás possuem envergadura de 26 metros.

O responsável e operador do Moinho é Rafael Rabbers, único moleiro do Brasil, que participou da construção da obra e posteriormente foi treinado para colocá-la em ação. O Moinho opera normalmente nos fins de semana. A área de visitação, composta por quatro níveis, fica aberta de sexta-feira a domingo, além de feriados, das 14h às 18h. A entrada custa R$ 6.

Próximo ao Moinho fica o museu Casa do Imigrante Holandês, inaugurado em 1991, que conta como era a vida dos primeiros imigrantes que chegaram a Castro. O local fica aberto às sextas-feiras das 14h às 18h e é preciso pagar R$ 2 pela visita. Para quem quer saber como são as propriedades rurais europeias, a dica é percorrer os sítios e fazendas próximos a Castrolanda. As vacas holandesas, que continuam como opção para a pecuária leiteira da região, são um atrativo a mais.

O hotel Borgen é uma opção requintada e mais contemporânea para quem quer se hospedar na Castrolanda. Já a pousada Oes Erhuis oferece quartos temáticos e um ambiente tipicamente holandês para quem visita a região. Nesta última, há ainda café da manhã típico da Holanda e passeios de triciclo e pedalinho. (B.Q.)

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