Londrina - O risco de trafegar na BR-369 entre Ibiporã e Arapongas poderia ser reduzido drasticamente com a construções de trincheiras, viadutos e passarelas, de acordo com análise dos inspetores Vicente Zangilorani e Flávio Fernandes, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em Londrina. A equação do aumento do risco é simples: enquanto a estrutura acanhada da via federal recebeu apenas melhorias paliativas nas últimas décadas, a população do entorno e a frota de veículos cresceram significativamente. O saldo da distorção entre o número de usuários e a estrutura oferecida é trágico. Desde 2011, foram registradas 51 mortes. A pedido da FOLHA, os inspetores percorreram com a reportagem os 51 km no chamado trecho crítico.
Zangilorani explica que a construção dos viadutos ou trincheiras é essencial à segurança e atenderia a uma recomendação básica de quem conhece como poucos o tráfego rodoviário. ''É aconselhável segregar os dois tipos de motorista: o morador da cidade, que está se deslocando de um bairro para outro e tem que usar um trecho ou atravessar a BR, e o motorista da estrada, que segue viagem e se depara com um ambiente bem mais movimentado que os demais.''
De acordo com os patrulheiros, o encontro de caminhões, carros, motos, bicicletas e pedestres andando em direções diferentes no mesmo nível é o maior fator de risco para acidentes graves em rodovias. Trechos onde os veículos trafegam em alta velocidade e onde há travessia intensa de pedestres também são considerados de alto risco. Um caso típico é o Parque de Exposições Ney Braga, na Zona Oeste de Londrina, onde existe uma faixa de pedestre e um semáforo usados durante grandes eventos naquele local, mas que ficam inutilizados no resto do ano.
Fernandes lembra que um exemplo de redução pontual no número de acidentes com o fim do cruzamento em nível é a confluência das avenidas Brasília e Dez de Dezembro. Outro exemplo de obra que teve um impacto positivo foi a construção da passarela próxima a sede do Detran, na mesma região.

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