TRECHOS CRÍTICOS - Com a palavra, os patrulheiros
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sábado, 21 de julho de 2012
Lúcio Flávio Moura <br> Reportagem Local 
O major Sérgio Dalbem, diretor de trânsito de Arapongas e ex-comandante da 2 Companhia de Trânsito, lembra que a falta de estrutura das rodovias que cruzam Londrina é uma espécie de convite para o motorista se precipitar e errar.
''O motorista não vai aguentar ficar atrás de uma carreta por mais de cinco quilômetros e não vai conseguir aguardar muitos minutos para fazer o cruzamento de uma rua. A falta de estrutura, portanto, induz à falha, ao acidente'', afirma.
Quando comandava a 2 Companhia há uma década, ele lembra que o trecho urbano da PR-445 já era um ponto crítico em número de acidentes e mortes. ''Muitas vezes deslocávamos efetivo de Cambará para reforçar a fiscalização por causa do número de acidentes graves e até conseguíamos bons resultados'', lembra.
Dez anos depois, Dalbem lamenta que as estruturas da PR-445 e da BR-369 não sofreram grandes transformações para se adequar ao grande aumento da frota. O especialista afirma que também não houve melhora no comportamento dos motoristas durante esse período. ''Ainda há muita imprudência. Faço o trajeto entre Arapongas e Londrina diariamente e vejo muitas manobras arriscadas''.
Para ele, os motoristas também podem colaborar para a melhora da situação. Além da insistência em pedir prudência, o diretor de trânsito lembra que há muitos casos em que a passagem por pontos arriscados pode ser evitada com uma simples mudança de rota.
Para o subtenente da Polícia Rodoviária Estadual Airton César Mendes, comandante do posto de Londrina, afirmou que a presença da fiscalização sempre inibe o mau comportamento dos motoristas e que o emprego do efetivo é baseado nas estatísticas, ou seja, as ações acontecem principalmente nos locais onde há maior número de ocorrências.
O policial lembrou que após 2009, quando a PRF assumiu a BR-369 e os policiais rodoviários estaduais que trabalhavam na rodovia federal foram liberados, o número do efetivo tornou-se suficiente para a fiscalização das rodovias estaduais da região.
O inspetor Vicente Zangilorani, da Polícia Rodoviária Federal, por sua vez, lembra que mesmo com a construção das trincheiras e dos viadutos o trabalho dos policiais não vai diminuir. Ele pondera que com as soluções de engenharia, a tendência é que os motoristas usem mais o acelerador. ''A fiscalização ganha ainda mais importância porque os veículos poderão desenvolver velocidade maior, o que aumenta as chances de acidentes mais graves''.
A estrada, principalmente entre Tamarana e o Conjunto Jamile Dequech, na Zona Sul de Londrina, tem traçado sinuoso. Não é difícil encontrar pedaços de veículos que se envolveram em acidentes no trecho.(Colaborou Carolina Avansini)


