Transporte coletivo não atrai usuários
O transporte coletivo não é a opção preferida dos passageiros que se deslocam diariamente entre os municípios da Região Metropolitana de Londrina. Dados coletados junto às empresas que oferecem o serviço nas rodovias que interligam os municípios apontam que, a despeito do aumento no tráfego de pessoas, o número de usuários dos ônibus vem diminuindo com o passar dos anos. A realidade fica evidente no maior número de carros e motos e o trânsito cada vez mais lento entre as cidades. A TIL Transportes Coletivos transporta diariamente em torno de 17 mil pessoas em linhas que circulam em Londrina, Cambé e Ibiporã. "Há 20 anos, transportávamos o dobro", afirma o gerente de tráfego Adalberto Lopes. Já na Viação Garcia, que responde pela linha Londrina/Rolândia, o volume de passageiros no percurso caiu de 95,9 mil pessoas por mês em 2007 para 82,2 mil neste ano. Lopes informa que uma pesquisa realizada pela empresa identificou, nos últimos
anos, um aumento de tráfego de 20% nas rodovias PR-445 e BR-369, indicando que a população está deixando de utilizar o ônibus para se locomover de carro ou motocicletas. A pesquisa detectou, também, que nos chamados horários de rush, chegam a passar 40 motos por minuto nos semáforos de maior movimento. "A
maior parte delas leva dois passageiros", diz. A consequência, segundo ele, é que o trânsito fica mais lento e os motoristas dos ônibus encontram dificuldades para
cumprir o horário, tornando o meio de transporte aindamenos atrativo. A solução tem sido colocar mais carros em circulação nos horários de pico para garantir a pontualidade, mesmo que o volume de passageiros não justifique a medida. "Os ônibus chegam a atrasar dez minutos por causa do trânsito. Diante das distâncias percorridas, é muito tempo", considera, acrescentando que as pessoas que podem
viajar em veículos próprios acabam deixando de usar o transporte coletivo para ganhar tempo. Ele observa que, ao contrário de alguns anos, o trânsito
é intenso nas duas rodovias nos dois sentidos. "Tem muita gente que sai de Londrina para trabalhar nas outras cidades", observa. Diante dessa realidade, Lopes
cobra do poder público equipamentos capazes de melhorar o trânsito, como canaletas exclusivas para ônibus, viadutos e passarelas. "Depende do Estado e dos municípios", diz.(C.A.)





