TRÂNSITO - Pressa dos motoristas é alvo de críticas
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sábado, 06 de abril de 2013
Carolina Avansini <br> Reportagem Local 
Ciclista desde os 11 anos de idade, o estudante Rafael Malmegrim, de 27 anos, utiliza a bicicleta como meio de transporte e lazer. Cheguei a ter carro, mas quase não usava e acabei vendendo, conta ele, que já sofreu dois acidentes enquanto estava pedalando.
O último foi há quase um mês. Ele trafegava por uma marginal na entrada de Arapongas e, num cruzamento confuso, acabou atingido por uma camionete. Foi um susto grande, não sabia se estava muito machucado, recorda Rafael, que fraturou o nariz e torceu o tornozelo. A bicicleta ficou quase totalmente destruída, lamenta.
O acidente não o impediu de voltar a usar a bicicleta. Ele reconhece, entretanto, que o trânsito oferece perigos principalmente por causa da pressa dos motoristas. Quem está de carro não mede esforços para ganhar cinco segundos, conta. O ciclista também reclama que, apesar do Código de Trânsito estabelecer que entre carro e bicicleta a prioridade é da última, os condutores dos veículos nem sempre respeitam. Por outro lado, afirma que muitos ciclistas também não sabem se comportar e cometem erros, como trafegar na contramão ou na calçada.
Para se proteger, Malmegrim utiliza luvas e capacete, roupas coloridas e tenta ocupar o maior espaço possível na pista. Quanto mais espaço o ciclista dá, mais o carro quer, critica. Para ele, a rede cicloviária de Londrina é insuficiente e pouco eficiente. As ciclovias são muito espalhadas, não levam a lugar nenhum, reclama.
Está é a mesma crítica da estudante Danaê Fernandes, de 23, que também se acidentou no trânsito quando fazia o reconhecimento da pista onde disputaria uma prova de ciclismo em Foz do Iguaçu, na semana passada. Fui atingida por uma moto, relei na roda de outro ciclista e voei, conta ela, que ainda guarda pelo corpo as sequelas do acidente. Levei 12 pontos.
A estudante reclama que muitos motoristas não respeitam os ciclistas por acreditarem que as bicicletas atrapalham o trânsito. Nós também somos o trânsito, mas não há em Londrina uma cultura de respeitar o ciclista, enfatiza. Para ela, que estuda Arquitetura, faltou aos administradores que já passaram pelo município a sacada de que uma rede cicloviária pode transformar a cidade. As pessoas não usam bicicleta porque têm medo.


