Trabalho pára guerra de tribos
PUBLICAÇÃO
sábado, 06 de outubro de 2001
De Curitiba 
Num país assolado pela guerra civil, como Angola, na África, a Pastoral da Criança conseguiu unir tribos adversárias no conflito, que já dura 25 anos. A coordenadora da pastoral, Zilda Arns, conta que as mulheres de cada aldeia eram convidadas para assistir aulas sobre o soro caseiro, a multi-mistura e o aleitamento materno. Depois de orientadas, as mães angolanas, juntas, trocavam impressões e experiências.
A filosofia da pastoral é incentivar a paz por meio dos mutirões comunitários. ''Promovemos a igualdade e a união e as tribos deixaram de guerrear'', acrescenta Zilda. Assim que o Timor Leste confirmou nas urnas a independência da Indonésia no ano passado, a pastoral desebarcou no País. Duas paróquias que servem a seis comunidades já estão recebendo informações para melhorar a saúde das crianças.
Em Moçambique, outro país africano de língua portuguesa, assim como Angola, o trabalho dos voluntários está em 162 comunidades. Uma idéia do ecumenismo defendido pela pastoral pode ser encontrada em Guiné-Bissau, mais uma nação africana que acolheu o projeto. A maior parte da população é muçulmana, o que nunca representou um entrave para o consolidação da pastoral. (D.V.)


