Trabalho no PR faz parte de uma operação nacional
O chefe do Departamento de Fiscalização do Ibama no Paraná, Paulo Mattoso, lembra que a operação que está sendo realizada em Paranaguá faz parte de uma fiscalização nacional. ''Mas o Porto de Paranaguá foi escolhido por apresentar uma exportação significativa de madeira'', reforça. No Norte do País, onde acontece a extração da madeira, a operação envolve também vistoria nos planos de manejo. A intenção é investigar da origem, ao transporte e destino final da madeira.
As madeireiras costumam fraudar desde os documentos exigidos para transporte do mogno dentro do País até no momento de exportação. Mesmo com a fiscalização do Ibama, grande quantidade de madeira sai do País extrapolando a cota de exportação permitida pelo órgão.
A reportagem da Folha teve acesso apenas aos dados referentes à exportação em 1998 e 1999. Em 98, o Ibama liberou uma cota de 65 mil m3 de mogno para serem exportados. Foram exportados 74 mil m3. No ano seguinte, a cota extrapolou em 7 mil m3. Foram autorizados 62 mil e 69 mil m3 foram exportados. O excendente saiu do País por meio de liminares.
Pelo menos em Paranaguá, não foi registrado este semestre saída de mogno por meio de liminares. ''O último caso foi no início do ano, quando a Empresa Brasmeel utilizou esse recurso'', lembra Mattoso. Processos contra a Brasmell Industrial Exportadora, de Curitiba, ainda tramitam na Justiça. A redução dos casos de madeireiras que se valem de liminares pode ser atribuída à intensificação das operações do Ibama. (K.M.)





