Roberto (nome fictício), morador de Londrina, trabalhou como técnico-mecânico de manutenção em uma empresa na Região Metropolitana de Curitiba. O desgaste físico da profissão gerou sequelas que ele enfrenta até hoje.
''Os vários anos de trabalho desgastaram os discos da minha coluna. O primeiro exame apontou que 50% deles estavam danificados. Comecei a fazer tratamento, fisioterapia, mas um ano depois a lesão havia evoluído para 75% dos discos. Quando chegou a 90%, tive que fazer uma cirurgia'', relata Roberto.
''Fiquei um ano afastado do trabalho e, quando voltei, fui demitido. Não registraram o meu caso como acidente ou doença de trabalho, e sim como doença do empregado, ou seja, sem relação com o serviço'', explica o mecânico. ''Os peritos do INSS haviam apontado restrições para o meu trabalho, e a posição da empresa foi que eu não interessava mais, então me demitiram.''
Roberto entrou com ação contra a empresa há três anos. Ele recebe auxílio-doença do INSS, a quem processou também, quando teve o benefício cortado. Ele espera a conclusão do processo contra a empresa para entrar com pedido de aposentadoria por invalidez. (F.G.)

mockup