Todas as escolas precisavam ter um recurso como este
Entre os educadores que no início chegaram a se perguntar se conseguiriam dominar a tecnologia das lousas digitais está a professora Eliane de Fátima Souza. Ela é responsável por uma turma de 5º ano na Escola Municipal Sebastião Luiz de Oliveira, na periferia de Ibiporã, e confessa que um dos temores era não conseguir escrever no quadro para os alunos. ''É diferente sim, mas com o tempo vi que a caneta fornece vários recursos'', admite ela. Na semana passada, a FOLHA acompanhou parte de uma aula de Eliane. Embora a lousa digital já não seja mais novidade, em alguns momentos a professora precisou de uma 'mãozinha' da coordenadora de projetos educacionais do município, Janaíne Brito, que acompanhava a reportagem, para se lembrar das possibilidades disponíveis.
''Nós professores acabamos aprendendo também, porque temos mais recursos à disposição e precisamos pesquisar mais para preparar as aulas'', reconhece Eliane. ''Não há mais como ficarmos alheios a estes novos recursos pedagógicos. Todas as escolas precisavam ter um recurso como este à disposição''. A professora observa que, graças à tecnologia utilizada, os alunos se interessam mais pelo conteúdo.
''A lousa é igual um computador, dá para ver filmes e pesquisar qualquer coisa na internet. Fica mais gostoso estudar'', confirma Maykon Nunes Correia Fernandes, de 12 anos. Sua colega de sala, Brenda Vitória Stork Pereira, de 10, conta que tem computador em casa, mas a mãe nem sempre permite que ela utilize, por isso acha o máximo quando é convidada a interagir com a lousa digital. ''Quando a gente era menor, não via a hora de estudar em uma sala que tivesse a lousa.''
Os resultados na melhoria do ensino obtidos em Ibiporã vão de encontro às conclusões de estudos inéditos, concluídos recentemente. Um deles foi realizado pela Fundação Carlos Chagas, por meio da avaliação dos alunos de todas as escolas públicas do município de José de Freitas, no interior do Piauí. Desde o início de 2009, eles estudam com o apoio de lousas interativas, notebooks e softwares educativos. A pesquisa mostrou que os estudantes melhoraram sua média de matemática em 8,3 pontos, enquanto os que não usaram a tecnologia avançaram apenas 0,2 ponto.(S.L.)





