Tezelli diz que tem 4 anos para executar programas
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sábado, 30 de junho de 2001
Sid SauerDe Campo Mourão 
Uma rodoviária pronta desde junho do ano passado, mas ainda sem funcionar. Um anel viário com obras paralisadas. Um hospital público para 120 leitos, pronto após 11 anos de obras, mas sem equipamentos para entrar em operação. Servidores municipais cobrando reajuste salarial, uma previdência municipal com fundo zerado e arrecadação em baixa.
Esses eram os principais problemas de Tauillo Tezelli (PPS, foto) ao iniciar, em janeiro, seu segundo mandato à frente da prefeitura de Campo Mourão. Para complicar, a população passou a cobrar a implantação de promessas de campanha, como o passe livre do estudante e a farmácia básica 24 horas. Temos quatro anos para executar os programas de governo, defende-se Tezelli.
Seis meses depois, a prefeitura conseguiu resolver parte desses problemas. As obras do anel viário foram assumidas pela Viapar, concessionária do lote 2 do Anel de Integração. A nova rodoviária teve seu futuro administrador definido através de uma licitação e deve entrar em funcionamento em julho.
Equipar a Santa Casa parece mais difícil. A concorrência para a compra dos equipamentos, com R$ 2 milhões liberados pelo governo federal, está sendo mais demorada do que o esperado. Para contornar a baixa na arrecadação, Tezelli lançou o programa de Recuperação Fiscal de Campo Mourão (Refiscam), que permite o reparcelamento de dívidas já vencidas em até 120 meses. A prefeitura tem hoje R$ 15 milhões para receber entre IPTU, asfalto e taxas. Outro problema é a insatisfação dos servidores. Em maio, uma paralisação chegou a reunir mais de 400 funcionários, que pedem 16,5% de reajuste.


