De acordo com o coordenador do Centro de Sismologia da USP, Marcelo Assumpção, referência internacional no assunto, a maior parte dos especialistas acredita que jamais será possível se prever um terremoto. "Toda a crosta está sob tensão muito grande, então não há como saber com antecedência onde haverá um tremor", explica.
Segundo ele, pequenos tremores de terra como esses não são raros no Brasil e podem ocorrer em qualquer município. Cerca de 90 tremores por ano são registrados no País. A equipe da USP ressalta que também é impossível saber se ocorrerá em Londrina algum tremor de magnitude maior do que os já ocorridos até agora. "Regiões de interior de placa tectônica, embora muito mais estáveis que as regiões de borda de placa, não estão totalmente livres de tremores de terra. Por exemplo, no Chile ocorrem tremores com magnitudes 5 todas as semanas, ao passo que no Brasil apenas uma vez a cada 5 anos, em média", compara.
Assumpção expõe que acessar o interior da terra diretamente, coletando amostras, é muito difícil. As pressões são muito grandes e as temperaturas muito altas. "Além de ser caro, você teria informação só daquele ponto. A única maneira de fazer esse monitoramento é a indireta, por meio de dados sismológicos, dados gravimétricos. Assim, podemos ter uma ideia de como é o interior da Terra." O sismólogo lembra que o poço mais profundo perfurado até hoje é de 12 quilômetros. "Uma casquinha de nada se tratando da imensidão da subsuperfície." (C.F.)

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