Terceirização do plantio e da colheita
O presidente da Faep, Ágide Meneguette, defendeu a terceirização do plantio e da colheita e reclamou da súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST)que proíbe as empresas de terceirizarem suas atividades fins. "No Brasil, por um equívoco do TST, não se pode terceirizar a colheita, que é considerada etapa final. Infelizmente, isso acontece com apoio da CUT e do governo, que acham que (a terceirização) precariza o emprego."
De acordo com ele, no segmento de grãos, tanto plantio como colheita poderiam ser feitos por empresas terceirizadas, que tenham equipamentos adequados para essas atividades. "A economia para o produtor seria colossal", declarou.
Meneguette disse que tanto o Paraná como os demais estados tiveram grande avanço na produção agropecuária. "Mas ainda têm um bom caminho para percorrer." Um dos desafios para o Estado, na visão da Faep, é melhorar a agricultura nas regiões de baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
O presidente também defendeu que o Paraná busque o certificado de território livre de febre aftosa sem vacinação, permitindo assim que a carne brasileira chegue a mercados que pagam melhor, como Japão e Estados Unidos.
Ele destacou ainda que um dos grandes gargalos do agronegócio é a falta de infraestrutura. E terminou sua participação defendendo uma medida polêmica: a renovação já dos contratos com as concessionárias de pedágio, que vencem em 2021. A proposta divide as principais entidades empresariais do Estado. "Não se pode esperar até 2022 para começar a discutir esse assunto. Precisamos já de obras e de baixar o custo desse pedágio." (N.B.)





