TEMPO DE GASTAR Saúde financeira não combina com impulso
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sábado, 02 de junho de 2012
Carolina Avansini <br>Reportagem Local 
Com controle e planejamento, o bancário Thiago Ohara, 26, e a esposa Franciele conseguem aplicar, na prática, as boas dicas dos especialistas em finanças pessoais. Assalariados, eles pagam no início do mês todas as despesas fixas, inclusive o financiamento de um veículo. ''Com a antecipação, conseguimos um pequeno desconto'', ensina.
Mensalmente, também poupam 5% a 10% da renda para comprar à vista produtos de maior valor. ''O que sobra, utilizamos com lazer e imprevistos'', revela. Adepto de manter poucas dívidas para garantir a saúde financeira, o casal raramente faz compras parceladas em mais de três vezes. ''Também conversamos antes de comprar qualquer coisa. Nunca agimos por impulso.''
A funcionária pública Amanda Cristina Andrello Costa, 29, e o marido, o professor Camillo Carlo Lucas Serafim, 31, sabem que o melhor jeito de comprar é através da poupança para aquisição dos bens à vista e com desconto. Diante do volume das despesas mensais, porém, eles nem sempre conseguem guardar dinheiro. Por isso, lançam mão das compras parceladas quando querem ou precisam adquirir um produto de maior valor.
''Pesquisamos bastante e normalmente compramos pela internet em promoções que vendem em várias parcelas sem juros. Pelos sites, o parcelamento é normalmente mais longo'', conta Amanda, que consome principalmente eletrodomésticos e eletroeletrônicos dessa forma.
Atualmente honrando seis parcelamentos, o casal possui até um espaço para essas dívidas na planilha mensal de controle de gastos. Os apelos do comércio, entretanto, não influenciam a contratação de novas dívidas. ''Só compramos quando estamos interessados no produto'', garante.


