Itaipulândia O agricultor Amantino Luiz Donini produz um pouco de tudo nos 34 hectares da propriedade que tem em Itaipulândia de verduras e legumes a grãos e porcos. E arrenda outros 19 hectares de terra para aumentar a escala e melhorar o rendimento das atividades. Donini ainda não parou para calcular o lucro das atividades. Mas garante que sobra dinheiro. ''Dá até para trocar de carro e viajar com a família no final do ano'', diz. Com o dinheiro do sítio pagou os estudos de dois filhos: Juliana se formou em enfermagem em Taubaté (SP) e Enéas, que o ajuda na roça, fez filosofia em Curitiba e agora cursa administração de empresas no campus das Unioeste, em Santa Helena.
Há 19 anos na região, vindo de Crissiumal (RS), cultiva soja em 43 hectares, com produtividade média de 3,72 toneladas por hectare. O milho safrinha deve render 6 toneladas em cada um dos 43 hectares plantados. Ele tem de entregar a produção até o dia 15. Como vai exercer a opção de venda ao governo, a saca sairá por R$ 20,00, segundo o valor firmado em contrato. O agricultor ainda está cultivando brócolis em 1,5 hectare, que deve render 16,5 toneladas; o rendimento do couve-flor deve ficar em 7,5 toneladas em meio hectare, e a produção da mandioca deve beirar as 30 toneladas em 2 hectares.
Donini se refere à indústria de congelados e conservas como um marco para os produtores do município. ''A nossa situação era muito instável antes, porque, mesmo havendo produção, o desperdício era grande e nem sempre o preço compensava. Agora, temos mercado garantido, porque a indústria absorve toda a produção'', afirma. Segundo ele, o produtor rural de Itaipulândia deve se considerar privilegiado porque, além do repasse de tecnologia e garantia de mercado e preço para a produção pela Cooperativa Lar, há ainda ajuda da prefeitura, por conta de parte dos royalties de Itaipu.

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