Tecnologia alternativa traz bons resultados
A Plastquim Indústria de Produtos Químicos Ltda., situada em Colombo, Região Metropolitana de Curitiba, ainda nem recebeu o maquinário novo, que irá garantir seu trabalho com o que chama de tecnologia limpa, ou seja, sem uso de CFC, e já conseguiu reduzir seu consumo do gás. Com uma produção de 450 toneladas de sistemas poliuretanos por mês, conseguiu reduzir o consumo mensal de 20 toneladas de CFC para duas toneladas, apenas com tecnologias alternativas como o uso de água e outros produtos químicos como agentes expansores.
A Plastquim é uma das 160 empresas, cujo projeto foi aprovado pelo Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal, recebendo recursos para as adequações necessárias para a eliminação do CFC. Segundo seu proprietário, Luiz Eugenyo de Souza Rubbo, ele foi o coordenador do que chama de projeto guarda-chuva. Ou seja, um mesmo projeto será utilizado por 45 empresas que trabalham no mesmo ramo, com espumas moldadas e injetadas, fabricando espumas de bancos de carro, estofamento de móveis, selim de bicicleta, entre outros itens. Para isso, o Fundo liberará US$ 1 milhão para a melhoria de laboratórios e compra de equipamentos novos, que utilizam o hidroclorofluorcarbono (HCFC) ao invés do CFC. O projeto, segundo ele, já está aprovado, parte dos recursos já foi liberada e as máquinas devem chegar até o final do ano.
Ele pretende, agora, apresentar um segundo projeto, desta vez representando outro grupo de cerca de 45 indústrias do setor de espuma flexível, que fabricam colchões e espumas para móveis. Acredito que a troca do CFC por outros produtos vai acelerar ainda mais, pois desde a proibição do uso do produto, ele ficou escasso no mercado e o preço aumentou muito. Agora ninguém mais quer trabalhar com esse método, prevê. (M.G.)





