Dorico da SilvaTecido nacionalMais requisitado devido as dificuldades de reposição dos tecidos estrangeiros

Desde quando a seda começou a ser tecida na China no século III a.C., em muito evoluiu a arte de harmonizar ambientes utilizando os tecidos de decoração. Uma sala sem cortinas e almofadas é como uma tela sem moldura. Os tecidos vestem a casa de estilo e impulsionam um mercado que vive de criação e tendências. E a tendência atual é democrática, na opinião da decoradora Kátia Costa, do Escritório de Arquitetura e Interiores, em Londrina. Da seda rústica ao veludo passando pelas fibras naturais, usa-se de tudo. ‘‘Existem tendências de cores, têxturas, novos lançamentos’’, garante.
Segundo ela, os tons mais usados atualmente são os de azul, amarelo, pêssego e verde. Quanto às texturas, os tradicionais jacquard e adamascado continuam em voga. E no campo dos lançamentos, o chamoix é o must do momento.
Boa parte dos consumidores procura tecidos que sigam uma linguagem moderna de contraste e leveza e que aliem luxo, qualidade e preço viável. Para atender a essa necessidade, a indústria de tecelagem investe mais em pesquisa e equipamentos à cada coleção.
De acordo com Sueli Cesário da Mult Stampa, loja especializada em decoração em Londrina, novos teares importados estão aquecendo a produção nacional. ‘‘Até dois anos atrás, existiam tecelagens que produziam apenas três metros por dia. Hoje a produção é de 300 metros/dia. Muitos superam os importados em qualidade e preço’’, menciona ela. Além de ser mais barato, o tecido brasileiro é mais requisitado pelas lojas especializadas devido as dificuldades de importação e reposição dos tecidos estrangeiros.


Dorico da SilvaOpçãoDiversos tipos de tecidos e várias padronagens ajudam o consumidor na hora da escolha

Bom gosto e qualidade Para Kátia Costa, quando o assunto é decorar um ambiente utilizando tecidos, matérias-primas indispensáveis, é possível aliar bom gosto, preço e qualidade. ‘‘O cliente pode escolher um tecido com tramagem de algodão e jogar detalhes em veludo, o que já deixa a produção mais nobre’’, aconselha. É aí que entra a experiência do decorador que pode ajudar a eliminar tempo e custo. Além disso, pode acabar com certos ‘‘preconceitos’’ na hora de compor o ambiente. ‘‘O profissional orienta na composição de como e quando usar. As pessoas não ousam por medo de errar. Pode-se misturar, por exemplo, xadrez com listrados. Isto vai depender muito do ambiente e de quem vai utilizá-lo’’, afirma Kátia.
O clean dá o tom mais utilizado na decoração atual, mesmo quando o estilo escolhido é o clássico. Os usuários começam a perceber que sair das formas comuns e ‘‘limpar’’ o ambiente pode ser uma boa opção para tornar a casa mais moderna e equilibrada. Segundo Sueli Cesário cada tipo de tecido chega no mercado em diferentes composições como liso, floral, listrado, poá e xadrez. ‘‘Fica mais fácil harmonizar. Pode-se combinar padronagens e cores. O segredo é manter a cor como ponto de união‘‘, orienta.
Seja qual for o estilo, é importante pesquisar preços e saber escolher tecidos de boa qualidade que tenham identificação com o todo da decoração. Cada tecido é obrigado a trazer na etiqueta a sua composição. As fibras naturais tem um efeito melhor, além de serem mais adequadas ao clima tropical. Outra dica é procurar bons profissionais, como tapeceiros e cortineiras, para que a qualidade não se perca num serviço mal feito.

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