Sem nunca ter encostado num instrumento musical, Guilherme Faria Cezário, de 15 anos, se destaca na turma de um projeto social que ensina música a crianças e adolescentes em Londrina. ''Gostava de ver orquestra na televisão, mas nunca tinha visto de perto. Ouvir música sempre me agradou.'' O primeiro contato direto só veio há três anos, quando pegou um violoncelo nas mãos. ''Foi amor à primeira vista'', diz.
Sem saber o que estava fazendo, arrancava facilmente algumas notas do instrumento, tanto que, em dois meses, já conseguia tocar músicas inteiras. ''Falam que eu tenho talento e acho que deve ser verdade. Para mi, sempre foi muito tranquilo tocar'', conta. Hoje, além do violoncelo, o jovem toca violão, guitarra, teclado, contrabaixo e bateria. ''Adoro aprender coisas novas.''
De uma família simples com outros três irmãos, Guilherme conta que eles têm vontade e já tentaram aprender música, mas acham difícil. ''Já ensinei alguma coisa, mas não conseguem reproduzir com facilidade.'' De olho no futuro, diz que deseja estudar faculdade de Música. ''Pretendo tocar numa orquestra.'' Enquanto isso, alia sua habilidade à disciplina e estuda três horas diariamente em casa. Quando o curso voltar das férias, ficará mais outras quatro horas diárias no projeto.

Muito esforço
Depois de trabalhar 15 anos como vendedora em uma loja de peças para painel de veículos, há três anos Soraya Cerqueira teve que sair do emprego por problemas de saúde na família. Sozinha e com quatro filhos para criar, usou do conhecimento adquirido e o vínculo com os clientes para arriscar e abrir seu próprio negócio. ''Comecei de forma bem pequena, mas tentando não cometer os erros, principalmente de logística e metodologia de vendas, que percebia na empresa na qual trabalhava'', lembra.
Assim, deu início ao negócio dentro de sua própria residência revendendo várias marcas de tacógrafos. ''Acredito que meu diferencial seja reunir produto e informação no mesmo lugar. Quando não conheço a peça, estudo para saber vender. Também fui atrás de cursos e treinamentos. Tudo é fruto de muito trabalho.'' Ela vendeu a casa para aumentar o estoque e, hoje, destaca-se por oferecer o que os concorrentes não possuem.
Após tanto empenho, em oito meses a empresária conseguiu ver os primeiros resultados e já cresceu 80% desde o início. Neste período, ela começou a fabricar uma peça de suporte que os clientes não encontravam no mercado. Com o crescimento e a vontade de profissionalizar ainda mais o negócio, mudou-se para uma sala comercial. ''O próximo passo será registrar minha filha e minha nora, que já trabalham comigo'', comemora.

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