Os preços de serviços funerários praticados em Londrina não estão superfaturados, garantiu a superintendente a Autarquia de Serviços Especiais de Londrina, Cláudia Prochet. Segundo ela, não existe disparidade de preços entre Londrina e outras cidades do Estado onde também existem autarquias. Os preços, garantiu Cláudia, não eram reajustados desde 1997 e estavam defasados. ‘‘Levamos em consideração os índices oficiais do governo, que subiram até 45% de 97 até agora’’, afirmou.
De acordo com Cláudia, outros agentes funerários querem a qualquer custo entrar no mercado de Londrina, que é a segunda cidade com maior número de óbitos do Estado. ‘‘São 300 óbitos por mês’’, informou. ‘‘A Acesf não recebe da prefeitura e tem que se manter com o dinheiro arrecadado com a venda dos serviços’’, explicou Cláudia, justificando os preços da Acesf.
Ela também disse que a manutenção dos cinco cemitérios municipais e o pagamento do quadro de 80 funcionários concursados da Acesf, além de 22 que integram a frente de trabalho, são feito com os recursos dos funerais. ‘‘A Acesf também cobre as despesas dos funerais gratuitos’’, lembrou a superintendente. São realizados mensalmente cerca de 70 enterros de indigentes.
Ainda conforme Cláudia, a Acesf é uma entidade que respeita a insalubridade e a periculosidade dos funcionários e não visa lucro. Na opinião da superintendente, nas cidades onde não existem autarquias as funerárias realizam um verdadeiro ‘‘assédio’’ às famílias. ‘‘Eles (os donos de funerárias) cobram de acordo com a cara do freguês e não têm que prestar contas a ninguém’’, opinou. Cláudia disse ainda que a lei não permite nem que a Acesf ofereça desconto, mas é possível fazer parcelamento. ‘‘Dividimos em três vezes e trabalhamos com cheque pré-datado’’. (M.B.)

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