Superbactérias são ignoradas no Paraná
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domingo, 29 de janeiro de 2012
Redação FolhaWeb 
O nome difícil de pronunciar, ''Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase'' - a famosa KPC -, faz jus à complexidade da superbactéria, que vitima principalmente doentes em estado grave. Desde 2005, quando foi registrado o primeiro caso de contaminação no Brasil, ela continua a assustar por sua altíssima resistência aos antibióticos mais potentes. Órgãos de saúde afirmam que a situação está controlada, mas no Paraná as notificações obrigatórias não são seguidas e não há números confiáveis sobre casos de infecções e mortes em decorrência da bactéria.
Mesmo depois de vários surtos no País, sobretudo em 2009 e 2010, as medidas anunciadas pelo Ministério da Saúde (MS) estão longe de ser praticadas. À época, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) garantiu que as superbactérias seriam atacadas em duas frentes, em parceira com as Vigilâncias Sanitárias estaduais. Uma era diminuir a comercialização indiscriminada de antibióticos e outra acabar com a disseminação dentro dos hospitais.
Os antibióticos não são vendidos sem receita. Porém, a norma que obriga estados e municípios a informarem os casos de microorganismos multirresistentes, não só a KPC, não é cumprida. As autoridades de saúde admitem que os registros são subnotificados. Em Londrina, a Vigilância Epidemiológica afirma que possui dados sobre infecção hospitalar, mas sem a distinção se é ou não KPC. Os números, no entanto, não foram divulgados.
A Secretaria Estadual de Saúde (Sesa), em nota, comunicou que foi desenvolvido no Paraná o Sistema Operacional de Notificações de Infecção Hospitalar (Sonih), que os serviços de saúde alimentam mensalmente, visando o registro dos casos de infecções hospitalares. Mas também o Estado resume apenas que o Laboratório Central do Estado (Lacen) apresentou 340 cepas positivas num total de 2,2 mil relacionados a micro-organismos multirresistentes.
Leia reportagem especial de Marian Trigueiros
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