"Eu não sinto a velhice." Assim o administrador de imóveis Reginaldo Roveri descreve sua recente chegada à quarta idade. Aos 81 anos, ele continua trabalhando e não tem planos de se aposentar. "Trabalho para viver. Enquanto trabalha, você continua vivendo", justifica.

"Trabalho todo dia das 8 às 17 horas. Depois vou caminhar no Zerão – 5 quilômetros todo dia. Aí, faço uma hora de alongamento na academia. Uma vez por semana, faço massoterapia e fisioterapia", relata Roveri. Na alimentação, o administrador privilegia verduras e frutas e evita frituras e gorduras. "Tenho um probleminha de pressão, mas nessa idade, quem não tem? Tomo dois comprimidos por dia e fica tudo controlado. Não me atrapalha em nada."

Roveri acha que o Brasil não está preparado para atender a população da quarta idade. "Faltam estrutura e mentalidade para os mais jovens", opina. Mas ele acredita que, com o avanço da expectativa de vida, o País será obrigado a se adaptar. "Nos Estados Unidos foi assim, depois que a população começou a envelhecer mais. Lá, os velhos mandam, então passaram a respeitar", argumenta.

O agricultor aposentado Toshio Fujisawa, de 86 anos, também mantém hábitos saudáveis para ter qualidade de vida na quarta idade. "Não fumo. Já fumei, mas foi pouco tempo. Bebida é bom, mas não pode beber muito. Quando eu trabalhei em uma concessionária, até tinha dificuldade para fazer amigos, porque não bebia. Alimentação, como de tudo, mas sem exagero", relata.

Exceto por uma pequena dificuldade de audição, o aposentado não tem problemas de saúde. "Tenho a pressão normal, o coração está bom", garante.

No dia a dia, Fujisawa evita ficar parado e busca exercitar a mente. Vai ao mercado, compra e lê dois jornais todo dia, acompanha esportes o tempo todo. "Se tem um futebol ou um basquete na TV, ele fica acordado até tarde, nem vejo a hora em que ele vai dormir", relata a esposa, Rosa Fujisawa. (F.G.)

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