Solução esbarra em alfândega e legislação
Londrina - Pesquisadores ouvidos pela reportagem defendem a simplificação do processo de importação. "É preciso desfazer este labirinto legal que não distingue um pesquisador de um potencial contrabandista", reivindica a geneticista Lygia Pereira, professora na USP. Segundo ela, a resposta padrão do governo é a de que a situação foi resolvida com o programa Importa Fácil, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). "Pode ter ficado menos difícil, mas fácil não está", discorda.
O pesquisador Paulo Profman, que também é cardiologista e presidente da Fundação Araucária, órgão de fomento a pesquisas científicas no Estado, também relata dificuldades com a burocracia. "Uma vírgula mal colocada nos documentos faz com que os materiais fiquem retidos na alfândega. O problema é que os reagentes e os próprios objetos de pesquisas, como células, no meu caso, têm vida curta", expôs.
Segundo ele, o problema pode ser resolvido com a aprovação do Código Nacional de Ciência e Tecnologia, que tramita no Congresso Nacional desde 2011, com aprovações parciais. "Estamos na expectativa desta aprovação que pode resolver este e outros gargalos importantes para os pesquisadores", pontuou. (C.F.)





