O irmão de Flávio levou cinco anos, entre 1988 a 1993, para obter os documentos necessários à cidadania de sua família. Os filhos, Rafael e Jessica, já aproveitaram o passaporte italiano para estudar na Europa.
A família, no entanto, já está acostumada com várias nacionalidades, entre belga, alemã, holandesa e italiano. Tudo começou com a vinda de Blanche Bruinje ao Brasil. Nascida na Bélgica, mas com cidadania holandesa depois que se casou com um holandês, ela chegou ao Brasil com duas filhas, Gil e Eliana, mulher do irmão de Flávio. No Brasil teve mais duas filhas, que acabaram conseguindo a cidadania por serem filhas diretas. ''A Holanda é exigente, só dá passaporte para a primeira geração nascida fora do País, e ainda pede para que os descendentes sempre compareçam à embaixada'', conta Ingrid Bruinje, uma das filhas brasileiras, que não teve dificuldades de obter o documento.
Seus filhos, no entanto, dependem de mudanças que estão ocorrendo na legislação holandesa. Carolina, 16 anos, já foi beneficiada uma vez por uma lei que permitiu que filhos da primeira geração nascidos depois de 1995 tivessem a cidadania. O documento venceu, e agora ela e o irmão Tiago, de 17 anos, dependem de novas regras que estão sendo estudadas pelo governo holandês.
A filha Eliane, que nasceu na Bélgica, adquiriu também o direito ao documento italiano, por ser casada um um cidadão italiano. O marido de Gil também conseguiu dupla cidadania, desta vez na Alemanha. ''Eu sabia que tinha direito'', conta ele, cujo pai nasceu na cidade de Billerbeck, na Alemanha. (M.G.)

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