SOBREPESO - Próximo adversário: a balança


Fábio Galão  Reportagem Local
Fábio Galão Reportagem Local

No mês passado, o ex-jogador Ronaldo, o Fenômeno, iniciou um processo de reeducação alimentar e condicionamento físico para se livrar dos muitos quilos que ganhou desde que deixou de jogar futebol profissionalmente. A saga do ex-craque está sendo mostrada no quadro ''Medida Certa'', do programa ''Fantástico'', da TV Globo.
Nos últimos anos da carreira, Ronaldo já vinha sofrendo com o excesso de peso. Quando se aposentou, no início de 2011, estava com 98 quilos. Desde então, engordou ainda mais. Quando iniciou sua participação no ''Medida Certa'', pesava 118 quilos. A meta é perder pelo menos 10 até dezembro.
Ronaldo não é o único ex-atleta a ter problemas com a balança. Muitos esportistas de alto rendimento ganham peso quando deixam as competições. O ex-jogador Márcio Alcântara, 50 anos, que atuou como zagueiro no Londrina, Palmeiras e Sport Recife, conta que quando deixou os gramados, em 1996, pesava 88 quilos. Hoje, está com 106 - pelo cálculo do índice de massa corporal (peso dividido por altura ao quadrado), Márcio, que tem 1,80m de altura, está com um IMC de 32,72. Com um IMC a partir de 25, a pessoa já apresenta sobrepeso. Acima de 30, é considerada obesa.
''Até pouco tempo atrás, eu mantinha um nível bom de atividade física. Mas, com essa mania de continuar batendo uma bolinha, machuquei o joelho, que eu já tinha machucado quando era jogador. Costumava jogar bola três vezes por semana, fazer caminhada, andar de bicicleta. Hoje, faço apenas natação, três vezes por semana'', relata Márcio, que trabalha como comentarista esportivo e coordenador de esportes no Londrina Country Club.
''Compenso muito na alimentação. Se 'abuso' num dia, no outro fico só na saladinha. Se não fizesse isso, estaria com 150 quilos'', brinca o ex-jogador. Márcio aponta que, entre os colegas de profissão aposentados, ''são poucos os que não ganharam peso excessivo depois que pararam de jogar''.
''Quando estava na ativa, eu treinava durante umas quatro horas, cinco vezes por semana, fora os jogos. O consumo de energia é muito grande. Quando você para, muda tudo. É uma diferença enorme. Daí, vem pressão alta, colesterol... Fora o fator genético'', diz Márcio, que pretende voltar a andar de bicicleta quando as dores no joelho diminuírem.
O ex-lateral Dida, que atuou por Coritiba (onde foi campeão brasileiro em 1985), Corinthians e outros clubes, está com 100 quilos. Quando se aposentou, em 1998, estava com 18 quilos a menos. ''Tem alguns ex-jogadores que, depois que param, até ficam mais magros. Para quem tem tendência a ser gordinho, é diferente. Muda tudo, depois de anos acostumado à atividade física intensa, ao gasto calórico elevado'', explica o ex-atleta, que atualmente trabalha como comentarista esportivo e diretor do Sindicato dos Jogadores Profissionais do Paraná.
''Estou sempre na tentativa de emagrecer, manter uma alimentação mais saudável. Mas nos últimos anos tem sido difícil. Quando você para de jogar, nos cinco anos seguintes, é mais fácil manter o peso, até porque você está mais condicionado. Depois disso, se não tiver uma disciplina muito grande, fica complicado'', afirma Dida, hoje com 47 anos. Ele ressalta, entretanto, que não tem problemas de saúde. ''Faço exames sempre e está tudo certo. Mas a recomendação é sempre dar uma diminuída no peso.''

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